segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Extremo norte - esclarecimentos

Umas dúvidas de um FC que pretende alcançar tão longínquo ponto

Obs.: Estas dúvidas eu solicitei diretamente ao GCFC NFC Jacob Bussmann, que gentilmente esclareceu.


1.        Quais foram os dias e qual o mês que vocês estiveram em Deadhorse e Prudhoe Bay?
a.        Estivemos nos 16 e 17,
b.        Julho.

2.        Qual era a temperatura neste(s) dia(s)?
a.        a temperatura era amena,
b.        estava chovendo,
c.        por volta dos 15 graus Celsius

3.        Ficou chuvoso durante toda a estadia de vocês?
a.        estava chovendo o tempo todo,

4.        E a viagem de Coldfoot até Deadhorse foi com chuva?
a.        Foi com chuva.

5.        Como é o humor das pessoas que trabalham nestas condições extremas?
a.        o humor das pessoas até que é muito bom,
b.        eles tem prazer de encontrar pessoas diferentes

6.        Os turistas são bem tratados?
a.        eles tem prazer de encontrar pessoas diferentes, pois por aqui passa muito pouca gente nova....rsrsrs,

7.        O abastecimento é fácil?
a.        é tranquilo, claro você é quem faz o próprio na própria bomba,
b.        nesse trecho da Dalton, só terás combustível, partindo de Fairbanks:
                                                               i.      em Yukon River inclusive com alojamento e restaurante (uns 220 km de Fairbanks)
                                                              ii.      em Coldfoot com alojamento e restaurante ( 400km de Fairbanks )
                                                            iii.      em Deadhorse (800km de Fairbanks)
c.        fora desses pontos não há nada a não ser alguns acampamentos de trabalhadores do pipeline,
d.        tem uma parada também em Wiseman com alojamento e restaurante, mas não vi abastecimento....Wiseman fica uns 35 km a frente de Coldfoot, sentido Deadhorse

8.        Recebem Cartão ou o pagamento tem que ser em dólares (combustível e hotel)?
a.        eles recebem com cartão sim,
b.        mas precaução nunca é demais as vezes devido a internet não funcionar,
c.        é sempre bom ter dinheiro em mãos,

9.        O piso com chuva na estrada e em Deadhorse é muito escorregadio?
a.        O piso com chuva torna-se um pouco escorregadio sim...todo cuidado é pouco...

10.     Tanto na ida como na volta, (Coldfoot - Deadhorse - Coldfoot) havia manutenção na estrada?
a.        as manutenções por esses lados é uma constante,
b.        desde a entrada no Canadá vá se preparando,
c.        sempre encontrarás pedaços da estrada em manutenção,
d.        pois o clima aqui no inverno judia um pouco das estradas....rsrsrs...

11.     Se havia (é difícil transpor esse trecho)?
a.        é muito tranquilo, verás na maioria caminhões, mas bem poucos,
b.        rodarás por muitos tempo sem veres ninguém cruzando,
c.        por parte do trajeto estarás só na estrada.

12.     Quanto tempo gastaram neste trajeto (Coldfoot - Deadhorse - Coldfoot)? 
a.        quanto o tempo de viagem normal é Fairbanks a Coldfoot, um dia,
b.        mais outro dia Coldfoot para Deadhorse.

13.     Ha muito trânsito neste trajeto (caminhões e automóveis)?
a.        O transito por lá é muito tranquilo, verás na maioria caminhões, mas bem poucos, rodarás por muitos tempo sem veres ninguém cruzando, por parte do trajeto estarás só na estrada.

14.     O Atigum Pass é difícil de transposição? - quanto tempo demora?
a.        Atingum Pass é o ponto mais alto que passarás na Dalton,
b.        cruzaras as Montanhas no único ponto em que elas são cortadas por estrada,
c.        será um pouco mais frio ...rsrrssr...
d.        e com chuva mais frio ainda,
e.        claro formará aquele piso um pouco escorregadio nessas condições,
f.         acompanhar sempre as marcas por onde passaram os caminhões o piso estará mais firme.
g.        Com chuva se puder troque os pneus em Fairbanks por 50/50,
h.        terás uma viagem menos estressante,
i.         em alguns trechos o piso fica mais escorregadio,
j.         a não ser que tenhas sorte de pegar uma semana sem chuva.

15.     Neste trajeto (Coldfoot - Deadhorse - Coldfoot) só há possibilidade de hospedagem nos dois extremos?
a.        Sómente!.

16.     Neste trajeto (Coldfoot - Deadhorse - Coldfoot) existe mais alguma comunidade/habitação?
a.        Só alguns acampamentos de pessoal que dá manutenção na piperline (oleoduto)

17.     Parece que há neste trajeto (Coldfoot - Deadhorse - Coldfoot) algumas sequências de piso com asfalto, é verdade?
a.        Depois de Coldfoot o asfalto é muito pouco, a maior parte rodarás em piso de terra, claro que alternando com o asfalto para não perder a emoção ....rsrsrsr


terça-feira, 26 de agosto de 2014

Ferryboat - Travessia Cartagena/COL à Cólon-PAN!

Extraí essa informação do sitio do Rômulo Provetti - Viagem de Moto, é tudo o que precisávamos para cruzar as fronteiras entre América do Sul e América Central - um Ferryboat!.


Adriatico, o ferryboat que navegará entre Colón e Cartagena



  1. 24/10/2014 - Viagem inaugural -  A Colômbia e o Panamá estarão conectados por meio de um serviço regular de ferry que cobrirá a rota marítima entre as cidades caribenhas de Cartagena e Colón;
  2. Viagem muito mais rápida e econômica entre as Américas Central e do Sul para transpor o temível Darién Gap;
  3. O barco tem capacidade para 1.500 pessoas, 500 carros e 100 conteineres de 40 pés, além de instalações especiais para animais de estimação;
  4.  Os serviços de bordo incluem três restaurantes, uma discoteca, um cassino e uma loja de free shop;
  5. As viagem entre as duas cidades Caribenhas ocorrerá todas as segundas e quartas-feiras de Colón para Cartagena e o retorno ocorrerá às terças e quintas-feiras;
  6. O custo da viagem no convés, que dura cerca de 18 horas, será de US$99 cada pessoa por trecho com direito a poltrona similar a utilizada em aviões de carreira e cabines para um, dois, três e quatro pessoas terão preços a partir de US$ 140 dólares por pessoa.

Leia a notícia na íntegra neste link:

http://viagemdemoto.com/viagens-pelas-americas/2826-viagem-colombia-panama-ferry


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Divulgação.





Nossa aventura 

EXPEDIÇÃO MACHU PICCHU - Cone sul 2013 

foi largamente difundida no site VIAGEM DE MOTO. 

Lá eles fizeram um relato sucinto desta aventura. 

Obrigado aos colaboradores e equipe deste site 

VIAGEMDEMOTO.COM 

DE

GRANDE UTILIDADE PARA O PÚBLICO MOTOCICLÍSTICO DE AVENTURA.

Eis o link:



Um abraço.

Geraldinho.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Terra de horizontes sem fim - CANADÁ


16 Patrimônios Mundiais da UNESCO
01 Círculo Ártico cruzado
7.821 km de costa a costa

Imagine o segundo maior país do mundo estendendo-se diante de você, atravessado por estradas suficientes para circundar o planeta 22 vezes. Você é um estradeiro e o Canadá é o seu playground. Seu objetivo é experimentar o país pelo solo — um ritmo mais lento na era do jato, ideal para os viajantes que desejam mergulhar totalmente nas culturas e paisagens que encontram.

Seria um passeio de costa a costa que duraria semanas pela mais longa estrada nacional do mundo? Talvez um passeio ao longo da estrada por toda a temporada apenas na América do Norte para atravessar o Círculo Ártico? Talvez experimentar um fim de semana sob os céus das pradarias? Ou demorar alguns dias para cruzar costas panorâmicas, como Cabot Trail, no leste, ou a Sea to Sky Highway, no oeste? Suas opções são tão ilimitadas quanto os horizontes você persegue.

Alberta

Sinta o vento no rosto enquanto avista os glaciares, os cumes das montanhas e a vida selvagem na Icefields Parkway de Alberta enquanto viaja no sidecar de uma motocicleta.
Conheça os Patrimônios Mundiais da UNESCO — em Alberta estão cinco dos 13 do Canadá.
Dirija pela terra dos dinossauros: pare para procurar fósseis no Dinosaur Provincial Park e explore as exposições do Royal Tyrell Museum.

Colúmbia Britânica

Veja como a paisagem muda, passando do oceano esmeralda às montanhas com seus topos brancos de neve, à medida que você avança pela Sea to Sky Highway no percurso de Vancouver a Whistler.
Combine a estrada aberta com um relaxante passeio no mar na BC Ferries Route, um agradável passeio de Vancouver à ilha de Vancouver e além.
Passeie tranquilamente pela terra do vinho no Vale de Okanagan, hospedando-se em pousadas com pernoite e café da manhã e visitando vinícolas renomadas no trajeto.

Yukon

Embarque em uma viagem rodoviária ao extremo norte canadense pela Dempster Highway, a única estrada da América do Norte aberta o ano inteiro que atravessa o Círculo Ártico.
Volte no tempo pela Klondike Highway, um dia de viagem de carro da vibrante Whitehorse até a cidade de Dawson City, uma herança dos anos 1890.
Clima e estações
O clima no Canadá varia muito por região e estação do ano. Prepare-se para temperaturas quentes e amenas no verão (junho a setembro), temperaturas frescas na primavera (março a maio) e no outono (outubro a novembro) e tempo frio com chuvas frequentes e/ou neve no inverno (dezembro a fevereiro). Veja o clima local. Conheça as tendências do clima local no site Canadian Climate Normals do Environment Canada.


Quando ir:

  1. Os meses mais populares para viagens rodoviárias vão de maio a outubro.
  2. Passeios tendo como fundo a queda da folhagem são melhores em setembro e outubro.
  3. A temporada na região do vinho vai da primavera até o outono.
  4. A temporada da principal rota de motocicletas vai de maio a setembro.
  5. Muitas províncias têm queda de neve de novembro a março.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Dirigindo nos EUA.

A T E N Ç Ã O:
De tão útil para nós que pretendemos cruzar os EUA de motocicleta, resolvi com a devida "vênia" do autor, transcrevê-lo aqui na íntegra!.

Postado por Carlos Mauricio Farjoun

Fotos: autor


Já perdi a conta das vezes que me perguntaram como se dirige nos Estados Unidos. Normalmente, quem pergunta isso é porque está indo para lá pela primeira vez e que, como é praticamente mandatório em quase todo o país, terá que alugar um carro para se locomover. Com algumas exceções como Nova York, o centro de Boston e a capital Washington, DC, o país foi feito para o automóvel e costuma ter um transporte público muito deficiente, praticamente obrigando o viajante a alugar um carro.

Entendo a preocupação. Estamos acostumados a dirigir no Brasil. aqui estamos totalmente ambientados, mas bate uma insegurança quando pensamos que em outro país as regras podem ser diferentes e podemos acabar fazendo alguma “barbeiragem” sem nos darmos conta. Inspirado pela minha recente viagem aos EUA para o lançamento do novo Fusion, tive a idéia de passar estas dicas aqui no AE, para que o povo que vai viajar à terra do Tio Sam se sinta um pouco mais seguro ao pegar o volante por lá.

A primeira coisa a se pensar é que muitas das regras de trânsito são universais, ou seja, no geral, as coisas não variam muito, apenas em alguns detalhes. Pode ficar tranqüilo que não é necessário aprender a dirigir de novo para pegar o carro nos EUA, mas atentar para algumas poucas regras que explicarei ao longo deste post. Não demora muito para que a gente se acostume com a forma dos americanos dirigir e se integre ao trânsito de lá.


Chegando aos EUA, normalmente vai-se direto à locadora para pegar o carro, já pré-agendado. Se sua estada no país é curta (menos de 60 dias), não precisa pagar as taxas absurdas que os Detrans daqui cobram para tirar a PID (permissão internacional para dirigir), a CNH brasileira serve, todas as locadoras aceitam. Muito bem, apresentada a CNH, negociado o carro, passado o cartão de crédito, aí leva-se as malas até o carro, sempre  se surpreendendo de como é barato alugar um carro bom lá, que pelo preço que pagamos mal se aluga no Brasil um carro 1-litro o mais pelado possível e sem ar-condicionado.


O que se pode alugar a 300 dólares a semana nos EUA

É chegada a hora de se sentar ao volante do carrão alugado, ajeitar bancos, espelhos, virar a chave...E agora? O melhor a fazer nesta hora é colocar o GPS. Se puder levar do Brasil um GPS com os mapas dos EUA, melhor, caso contrário, consiga um lá. As locadoras cobram 10 dólares por dia pelo aluguel do GPS, se for ficar mais de cinco dias, considere a compra de um GPS lá, custa na casa dos 100 dólares e servirá para esta e para as próximas viagens. Até agora, foi todo esse falatório de locadora, carro, GPS, mas ninguém saiu para a rua ainda. Não se preocupe com a enrolação, no próximo parágrafo será a hora de ver a cor do asfalto dos gringos.

Entrando no tráfego

Saindo da locadora, embicando o carro na rua, vem de novo a mesma pergunta: e agora? Como eu já escrevi, as regras no geral são as mesmas e dirige-se pela direita, como no Brasil. Agora começam as diferenças, não muito grandes, é verdade, mas que devem ser observadas para evitar buzinadas e xingamentos. Para começar, o trânsito lá é muito disciplinado, as pessoas não ficam trocando de faixa toda hora, escolhe-se uma faixa e trafega-se por ela normalmente. Dirigir de modo civilizado, calmamente, respeitando as regras de trânsito e sinalizando com antecedência os movimentos já é um ótimo começo e resolve 90% dos casos.

Nos EUA, leva-se a sério o posicionamento nas faixas da rua (lanes): Anda pela direita quem quer virar à direita, anda pela esquerda quem quer seguir em frente ou, em pistas de muitas faixas, quem vai dobrar à esquerda. Se o motorista vai reto, deve se posicionar no meio ou, quando só houver duas faixas, à esquerda. Sempre há farta sinalização no solo indicando isto, é preciso ficar atento a ela, que segue o mesmo padrão de setas usado aqui.

Semáforo vermelho é para parar e placa STOP (pare) também. Sempre. Apesar de isso parecer óbvio, vale a recomendação. Nada de só diminuir, como muitos fazem no Brasil, é parar o carro completamente. Mesmo de madrugada, é obrigatório respeitar os semáforos e as placas STOP.. Semáforo amarelo é para ir parando, não é um "vai que dá, acelera antes de ficar vermelho". Se passar na virada para o vermelho, vale uma multa e uma bronca, se a polícia pegar. E também existem nas cidades "radares" que fiscalizam o avanço de sinal.


Uma grande diferença a ser observada é que, em regra, é permitido entrar à direita com o semáforo fechado. Isto reforça a necessidade de se respeitar as faixas: a faixa da direita é para virar. Se você vai em frente, tem que ficar parado no semáforo, mas quem vira não precisa, o semáforo funciona como uma placa  STOP, o motorista embica o carro e entra quando houver brecha (a preferência é SEMPRE da via para a qual o semáforo está aberto). Esta regra de que é permitido virar com o semáforo fechado só não vale quando houver a placa “NO TURN ON RED” (proibido virar no vermelho), aí sim, todo mundo tem que esperar o semáforo abrir.

Quem vai pela direita é porque vai dobrar à direita. Não é óbvio isso?

Se um “espertinho brasileiro” que pretende ir em frente vier “cortando a fila” pela direita, como é comum aqui no Brasil, travará o fluxo de carros que querem virar à direita, pois ele precisa esperar o sinal abrir  para prosseguir e quem vai virar, não precisa, ficando sujeito a sonoras e merecidas buzinadas de quem quer dobrar à direita. Isso ressalta a importância de saber se posicionar nas faixas corretas no trânsito, é necessário prestar atenção à sinalização horizontal, coisa que no Brasil costuma ser meio ignorada, o povo aqui muda de faixa quando dá na telha.

Falando em faixas, uma que não pode ser ignorada NUNCA é a de pedestres. O pedestre tem total preferência sobre os carros. Se um fizer menção de atravessar em uma faixa sem semáforo, o motorista é obrigado a parar e esperar a travessia. Em faixas de pedestre onde há semáforo, tanto o carro quanto o pedestre devem respeitar sua vez, o pedestre que atravessa na “vez dos carros” também leva buzinada.

Vi uma cena interessante em Nova York: táxis em fila para dobrar à direita esperando pacientemente os pedestres atravessarem, sem buzinar e nem pressionar para que se apressassem. Já tomei muita buzinada de taxista em São Paulo por tentar exercer minha preferência ao atravessar na faixa; em Nova York isso não ocorre.

Não se pode esquecer da questão das unidades: Enquanto nós usamos quilômetros, metros e litros, nos EUA se usam milhas, jardas, pés e galões. Uma milha equivale a 1,6 km, ou seja, 100 milhas são 160 km. Deve-se ter isso em mente quando for fazer conversões para estimar tempos de viagem: Aqui contamos 1 hora de viagem para cada 100 km, lá deve-se considerar 1 hora para cada 60 milhas. Um pé equivale a 30 centímetros, uma jarda são 91 centímetros. Pode-se aproximar que 1 jarda é quase 1 metro, mas para converter os pés em metros, o ideal é multiplicar por 3 e trazer a vírgula 1 casa para a esquerda. Por exemplo, entrada a 800 pés = 800 x 3 = 2.400, traz-se a vírgula 1 casa pra esquerda, pronto 240 m, pronto, já temos noção da distância.


Faixa reservada a quem vai entrar à esquerda: respeita-se

Combustível, sempre em galões, em que 1 galão corresponde a 3,785 litros. Multiplicando por 4 o número de galões já aproxima bem. Se se quiser converter consumo, que nos EUA se mede em mpg (milhas por galão), basta dividir por 2,35 que se acha quantos km/l: 23,5 mpg = 10 km/l. Talvez valha uma tabelinha: 8 km/l = 18,8 mpg, 9 km/l = 21,2 mpg, 10 km/l = 23,5 mpg, 11 km/l = 25,9 mpg, 12 km/l = 28,2 mpg, 13 km/l = 30,6 mpg e por aí vai.

Saindo das ruazinhas e indo para as famosas freeways americanas, novas situações requerem atenção. Quem tem GPS já deve ter reparado que muitos programas de navegação falam “Em 800 metros, prepare-se para virar...”. Aqui no Brasil não vemos sentido em uma indicação tão antecipada, mas nos EUA (de onde muitos programas vêm) ela tem lógica: 800 metros é meia milha, que normalmente é a antecedência com que se deve ir se posicionando na faixa reservada para a sua saída.

Portanto, nada da "gersonice" que muitos fazem aqui, de entrar na faixa destinada a quem vai virar no último segundo possível. Se há uma fila, o povo espera que ela seja respeitada por todos. Se o nosso brasileirinho tentar entrar na faixa reservada para virar no último segundo, é bem provável que os motoristas colem no carro da frente para não deixar que ele entre e que buzinem em protesto (e se um policial vir, multa). No trânsito dos EUA há a forte noção de que a fila é para todos, que se você não veio pela fila para virar, mas sim pela faixa de quem segue em frente, que siga em frente e faça o próximo retorno, aguardando na fila como todo mundo.

Na freeway não se muda de faixa toda hora, isso é mal visto. O ideal é escolher uma faixa e seguir por ela. Outra diferença é que nos EUA não se usa a regra de que a esquerda é só para ultrapassagens, ela é uma faixa normal, como qualquer outra. Se quem está na esquerda quiser ultrapassar, que vá para a direita e passe, isso não é infração por lá. Portanto, nada de ficar farolando e tampouco ficar de seta ligada para o sujeito sair da esquerda, ele espera que você o passe pela direita mesmo. Alguns estados andaram tentando colocar a mentalidade européia (e brasileira) de “keep right, pass left” (mantenha-se à direita, ultrapasse pela esquerda), mas sem muito sucesso.

Limite de velocidade: tolera-se andar até 10 milhas por hora acima dele


Falando em freeways, vem à mente a questão de limites de velocidade. Eles são respeitados nos EUA? Sim e não, quer dizer, mais ou menos, quer dizer, são respeitados, pero no mucho. Como assim? Existe uma regra não escrita de que os policiais toleram que se ande até 10 mph (16 km/h) acima do limite, ou seja, em regra, não se multa excesso de velocidade de até 10 mph. Sendo assim, numa via de 55 mph (88 km/h) pode-se andar até a 65 mph (104 km/h) sem problemas. Mas, se alguém for multado nesta via a 68 mph, nem adianta vir com conversa pro policial de “só estava 3 mph acima”, pois na verdade são 13 mph acima.

Lá não existe a indústria da multa daqui, que coalha a estrada de radares fixos, multando eletronicamente por fotos, mas há radares portáteis, tipo “pistola” operados pelos policiais. Sempre que se multa um motorista, ele será parado pelo policial, com o tradicional pedido dos filmes: “license and registration” (habilitação e documento do veículo). E se um policial mandar encostar, tem que encostar NA HORA ou a bronca (e a multa) será muito pior, ele pode interpretar que o motorista está fugindo da polícia por ter algo a esconder. E lá vamos nós para a delegacia...

Atenção: ao ser mandado parar, fique sentado com as duas mão na parte superior do volante até que policial chegue à sua janela e lhe diga o que fazer, como pedir a habilitação e documentos do carro.. Qualquer atitude supeita, que possa significar perigo para ele, não hesitará em atirar.

Sendo assim, a regra de ouro na estrada é sempre seguir o fluxo: se um carro estiver ultrapassando todo mundo, é para ele que o policial virará sua pistolinha de radar; agora, quando se está à mesma velocidade que todo mundo, não se chama a atenção. E na grande maioria das vezes, esta velocidade do fluxo será o limite da via + 10 mph. Às vezes, até um pouco mais.


Nos trechos urbanos das vias expressas é comum encontrar faixas solidárias, ou seja, faixas de rolamento destinadas carros com dois ou mais ocupantes, feitas para premiar quem contribui para a diminuição dos congestionamentos dando carona em seu carro. Estas faixas são chamadas de HOV (High Occupancy Vehicle) lanes ou carpool lanes. Atenção também para os pontos de entrada e saída destas faixas, não se pode entrar nem sair delas a qualquer momento, apenas nos locais designados. As multas por desrespeito às faixas solidárias na Califórnia são salgadíssimas: 400 dólares. Se estiver com mais um passageiro no carro, vale a pena usar estas faixas, elas são menos congestionadas e o tráfego flui mais rapidamente.

Faixa solidária: mais livre, uma ótima ideia para incentivar a carona
Algumas das freeways têm pedágios. Recomendo não tentar evitar os pedágios, pois, ao contrário do que ocorre no Brasil, eles sempre são muito baratos, coisa na casa de um ou dois dólares, às vezes até menos que um dólar (exceção: pedágios para entrar na cidade de Nova York, doze dólares no Lincoln Tunnel, Holland Tunnel e ponte George Washington). Na maioria dos casos, a gasolina que se gasta e o tempo perdido no trânsito evitando o pedágio não compensam a economia de alguns trocados.

Uma outra particularidade, que aprendi após tomar uma bronca de uma policial (que foi compreensiva com minha situação de estrangeiro e não me multou, apenas orientou), é que veículo de emergência (ambulância, bombeiro etc.) parado com o pisca-alerta ligado é equivalente a uma placa STOP: O pisca significa que ele está para sair a qualquer momento e que por isso todo o trânsito deve parar e esperar que ele saia para só então prosseguir.


O mesmo ocorre quando um semáforo está piscante, seja por defeito, falta de energia elétrica ou operação desse modo em certos horários, como altas horas da madrugada; ele vira uma placa STOP. Nada do hábito tuniniquim de "oba, o sinal não está funcionando, não tenho que parar".


E uma regra MUITO importante: se você vir um ônibus escolar, daqueles amarelos, parado e com as placas STOP dele abertas (elas são escamoteáveis) e o pisca-alerta acionado, pare o carro mesmo que você esteja na faixa contrária, pois nessa condição o tráfego de todas as direções tem de parar. Isso porque crianças podem atravessar rua nesse momento.

Com as placas STOP abertas, o tráfego em todas as direções tem de parar (oglesandobservations.wordpress.com)

Por falar nisso, fique atento ao ver uma luz amarela piscando e junto uma placa dizendo "20 mph with yellow light flashing": essa luz é comandada pela diretoria da escola e ligada nos horários de entrada e saída de alunos, e enquanto funcionando a velocidade máxima é menor que a normal da via.

Em estradas de pista simples, a ultrapassagem é muito mal vista se houver uma fila grande de carros. Eles encaram como se quem ultrapassa estivesse "furando a fila", que todos devem esperar pacientemente  e ir no ritmo da estrada. Claro que, com pista livre, pode-se ultrapassar normalmente, mas se a estrada estiver carregada, com os carros em fila, os motoristas dos outros carros aceleram para fechar a brecha e não deixar o "fura-fila" entrar na frente.

Quem vai aos EUA repara que há muitas casas de madeira. Madeira é um material combustível, daí os americanos serem meio paranóicos em relação a incêndio, com razão. Por isto, há hidrantes por todos os lugares e a regra é nunca estacionar em frente a um deles, devendo-se sempre deixar uma distância de 15 pés (4,5 metros) de cada lado dele, deixando uma vaga enorme de 9 metros em frente ao hidrante para que o caminhão dos bombeiros tenha onde parar, se necessário. Isto é seguido à risca lá, não existe esta história de "vou parar aqui só por um minutinho". Já tomei uma multa de 115 dólares por não guardar os 15 pés do hidrante, parei a uns 10 pés (3 metros) dele. A multa chegou no Brasil, na minha casa, para ser paga com cartão de crédito. Recorri pela internet, explicando ser estrangeiro e não saber que 10 pés não eram suficientes e cancelaram a cobrança, mas não a multa. Foi a saída deles pra me dar uma colher de chá sem me darem razão (pois eu não tinha razão, errei mesmo). Qual o efeito prático de não cancelar a multa? Se eu tomar outra, isso me faz reincidente.


Falando no péssimo hábito do "só por um minutinho", dentro de estacionamentos, obviamente, sempre haverá vagas para deficientes. Só que, diferente do que ocorre no Brasil, lá a polícia pode entrar em estacionamentos privados, como hotéis, shoppings e condomínios etc e multar quem estaciona indevidamente nas vagas para deficientes (como eu gostaria que isso pudesse ser feito aqui...). As multas não são pequenas, é coisa de 100 dólares para cima. E este poder da polícia não se limita a isto, eles podem multar qualquer irregularidade que encontrarem ali, como alguém que estacione em local proibido dentro do estacionamento ou que trafegue pela contramão.


Vaga de deficiente é coisa séria: rebocam o carro, 100 dólares de multa, serviço comunitário na reincidência


Algumas regras não mudam em relação ao Brasil: Nada de falar ao celular enquanto dirige, deve-se sempre usar cinto de segurança, deve-se sempre sinalizar antes de mudar de faixa ou de virar à direita ou à esquerda, respeitar a sinalização etc. Falando em sinalização, lá não se costuma utilizar a simbologia que se usa aqui e na Europa, muitas das placas são escritas, obviamente em inglês. Se encontrar "PED XING" no asfalto, significa que ali é um ponto de travessia de pedestres (ped xing = Pedestrian Crossing). "ONLY" escrito no asfalto seguido por uma seta torna obrigatório obedecê-la. Outra placa comum é "Right lane must turn right" (faixa da direita, obrigatório virar à direita). Uma lista das placas mais usadas nos EUA pode ser encontrada aqui, é bom conhecer as placas previamente para evitar surpresas. Google tradutor é seu amigo, se precisar.

Apesar do texto ter ficado longo, muitas das recomendações são óbvias e acabam sendo uma lição de cidadania no trânsito. Para que nos acostumemos a dirigir nos EUA, precisamos passar por um processo de auto-educação e isto acaba trazendo benefícios à nossa forma de dirigir quando voltamos ao Brasil, pois passamos a olhar o trânsito de outra forma, pois lá o trânsito funciona e flui da forma mais justa possível. E assim acabamos também percebendo o quanto os "gérsons do trânsito" atrapalham a fluidez do tráfego aqui, fazendo esperar quem não precisaria esperar, atrasando toda uma fila atrás só por causa da impaciência deles de acharem que são bonzões demais para ficarem presos no trânsito, que trânsito "é para os outros". Não e não: o trânsito é para todos, se você quer chegar mais rápido, eu também quero. Mas cada um na sua vez, todos chegaremos.


CMF

Outras dicas importantes:
http://www.viajanteamador.com/2011/02/dirigindo-nos-estados-unidos.html

Os Estados Unidos da América são o país dos carros. Com cerca de 250 milhões de veículos - quase um por habitante - o país inteiro moldou suas cidades de modo a acomodar toda a frota e permitir a boa circulação dos automóveis.

Se você é daqueles que adora passar horas e horas vendo a paisagem mudar lentamente através da janela de um carro, fazer uma "road trip" pelos EUA é definitivamente "A" opção de viagem. Mas se você, como eu, não curte muito esse tipo de programação, mas gosta das diversas opções de turismo que os americanos têm a oferecer, dirigir é um mal necessário.

De todo modo, o que se deve saber para poder dirigir bem nos Estados Unidos? Quais as principais regras de trânsito deles que são diferentes das nossas?

Seguem as dicas abaixo.
  
INTERSTATES
  
Os EUA são muito famosos por suas vastas estradas. As mais famosas são as "interstates", as interestaduais, representadas pela letra "i" adicionada de dois ou três dígitos numéricos.

Normalmente são rodovias de centenas ou milhares de quilômetros de extensão. Cortam estados inteiros, de norte a sul ou de leste a oeste, daí derivando sua nomenclatura I-xx West, I-xx East, I-xx North e assim por diante. A I-95, por exemplo, começa em Miami, Flórida, atravessa 13 estados até acabar em Houlton, Maine, na fronteira com o Canadá.

O mais legal das "interstates" é que são estradas largas de, no mínimo, duas faixas. Quanto mais movimentadas, mais amplas vão ficando, com 3, 4 faixas, até que, ao cruzarem as grandes cidades, chegam a ter entre 7 e 10 faixas em cada sentido. E justo para amenizar os engarrafamentos dentro das cidades, é comum a construção de estradas de "bypass" (ou desvio) que percorrem o entorno de uma região. Um bom exemplo disso é a I-285 que faz o perímetro de Atlanta e liga as interestaduais 75, 85, 20 e a rodovia estadual GA-400:
  
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Uma outra grande vantagem das interestaduais é a presença das "rest areas". São áreas de descanso que existem a cada 30, 40 ou 50 km (depende da movimentação da estrada) com estacionamento, banheiros e diversas máquinas de venda de salgadinhos, refrigerantes e outras bebidas não alcoólicas. Uma prática muito comum é as pessoas pararem os carros para tirarem  um cochilo. Eu mesmo já fiz isso muitas vezes.

Já quanto ao limite de velocidade, aí as "interstates" são (ao menos na nossa humilde opinião) um tanto conservadoras. Nelas, o motorista somente poderá desenvolver até 65, 70 ou 75 milhas por hora (a depender da localização mais urbana ou mais rural da estrada), algo entre 105 e 120 km/h, com exceção do Havaí onde o valor cai para 60 mph. Às vezes, numa pista de 3 ou 4 faixas, com pouco movimento, praticamente em linha reta, essas velocidades podem causar uma certa monotonia. No entanto, se você se encontrar numa rodovia (de várias faixas) e perceber que todos os carros estão trafegando um pouco acima do limite, siga a manada e passe um pouco da velocidade também, caso contrário você poderá ser multado por obstrução de tráfego.

TOLL ROADS

É bastante comum nos Estados Unidos também a existência de estradas com pedágio. O interessante é que em alguns deles, não há cabine com funcionários. O pagamento se faz com moedas, cédulas ou cartão de crédito.

Em outras situações, é costumeiro se parar na cabine para se receber um ticket que só será pago quando você vier a sair da estrada. Isso é muito mais prático, pois evita a paradeira constante para efetuar pagamentos pequenos.

Se seu roteiro inclui alguma "toll road", eu recomendo manter um bolinho de moedas no painel do carro. Os pagamentos normalmente saem entre 25 "cents" e US$ 1,50, exceto no caso dos tickets, onde a conta pode ficar em volta dos dez dólares ou mais.

TRÂNSITO URBANO

Dentro das cidades ou regiões metropolitanas, assim como em português temos as estradas, ruas, avenidas, alamedas, travessas e outras tantas palavras, lá eles utilizam os termos freeways, parkways, streets, drives, roads, boulevards, avenues, lanes etc. Confesso que tirando as streets e lanes, que são vias de trânsito local, com uma ou duas faixas, eu não percebi diferença quanto às outras nomenclaturas. De qualquer modo, se você for atrás de um endereço, lembre-se de prestar atenção a essas palavrinhas com significado parecido, pois não é incomum uma cidade - como é o caso de Atlanta - ter uma Peachtree Road, uma Peachtree Street, uma Peachtree Boulevard e assim por diante.

REGRAS DE TRÂNSITO

As regras de trânsito nos Estados Unidos são bastante parecidas com as aplicadas no Brasil ou em Portugal.

Na maioria dos cruzamentos, o motorista pode virar tanto à direita como à esquerda. Geralmente há uma faixa da pista para quem vai dobrar à esquerda, outra central para se seguir em frente e uma terceira, da direita, para quem vai dobrar nesse sentido. Preste sempre atenção ao que vai fazer mais à frente para permanecer na faixa correta, ou então não reclame se buzinarem para você ou vier uma bela multa no seu cartão de crédito...

Na foto acima, tirada por Candida Beltrão na agradável cidadezinha de Waynesboro, Pensilvânia, vê-se bem, no sentido contrário, a existência da faixa para giro à esquerda, sinalizada com as marcas no chão indicando essa possibilidade.

Mas o que mais nos vai interessar na imagem é a placa que está no canto superior direito, ao lado da indicação "Potomac St": a regra do "no turn on red".

Nos Estados Unidos, mesmo quando o sinal (ou semáforo) estiver vermelho, pode-se dobrar à direita, se o trânsito assim permitir (em outras palavras, se você não for bater em outro carro ou atropelar algum pedestre ao fazer a manobra). A regra, repito, é a de que se PODE DOBRAR À DIREITA NO SINAL VERMELHO. Isso não gerará multa pra você. É a regra deles e é muitíssimo boa. A exceção para isso, ou seja, você não poderá dobrar à direita no sinal vermelho quando houver a placa "no turn on red" (não vire no vermelho), como no caso da foto acima.

A "No Turn On Red" pode vir de forma discreta, como na foto acima, ou em um formato mais espalhafatoso, como essa no centro de Orlando, Flórida:
  
A regra do "No Turn On Red", porém, nada tem a ver com uma outra placa muito comum nas esquinas americanas:



A plaquinha do "Stop Here on Red" (pare aqui no vermelho) indica apenas onde você deverá parar o carro e assim poder visualizar melhor se poderá dobrar à direita ou não.

Ainda sobre regras de giro à esquerda ou à direita, vale ressaltar ainda a existência dessa última mostrada na imagem abaixo:
  
É a regra do "Left Turn Yield on Green". Nesses casos, quando não houver a seta verde para a esquerda, mas apenas a "bola" verde, o giro à esquerda é permitido, desde que não haja trânsito vindo no sentido contrário ou pedestres atravessando a rua.

ÔNIBUS ESCOLARES

Tenha muito cuidado ao avistar ou cruzar com um daqueles ônibus escolares amarelinho. Caso ele pare para alguma criança descer, TODOS os carros ao redor dele também devem parar, até que a criança alcance a calçada com segurança.

CRUZAMENTOS

Nos cruzamentos americanos, vale a regra "quem chega primeiro tem a preferência". É isso mesmo. Não importa se um carro está à direita ou à esquerda. Quem tiver chegado primeiro ao cruzamento, poderá cruzar primeiro. E a regra funciona como um relógio.

OUTRAS OBSERVAÇÕES

É preciso lembrar que, nos EE. UU., utiliza-se o sistema inglês de medidas. Isso significa dizer que nas distâncias não são medidas em metros ou quilômetro, mas sim em pés "feet" ou milhas "miles".

Mas também não é muito difícil conviver com essas diferenças. Basta fazer uma tabelinha mental das placas mais comuns e tudo se resolve. Memorize (medidas aproximadas):
500 feet = 150 metros
1000 feet = 300 metros
1500 feet = 500 metros (de feet para metro, basta dividir por 3)
1 mile = 1,6 km
5 miles = 8 km
10 miles = 16 km (de mile para quilômetro basta multiplicar por 1,6)

Fazendo a memorização, você aprende que o aviso que diz "lane ends 5000 feet" significa que aquela faixa onde se está dirigindo acabará em 1500 metros; ou ainda, o aviso que diz "merge left 1500 feet" informa que a estrada onde se está se fundirá com outra à esquerda em 500 metros.

Basicamente, era isso que tinha pra passar a vocês. Seguindo essas dicas básicas, você não terá qualquer problema em aproveitar os maravilhosos tapetes de asfalto que são as estradas americanas.

E se você tiver mais alguma dica ou lembrança de regra de trânsito deles que seja diferente no Brasil ou em Portugal, deixe seu comentário abaixo.

Abraço!

P.S.: Não deixe de ler o meu post sobre a exigência, ou não, da Carteira de Motorista Internacional (ou Permissão Internacional para Dirigir - PID, como é chamada pelos nossos Detran's), clicando aqui.
  
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por Breno Beltrão, Enviar por e-mail


Marcadores: EUA, Florida, Orlando, Preparando a sua viagem, San Francisco, Turismo sobre rodas


Outras dicas importantes:
http://www.viajanteamador.com/2011/02/dirigindo-nos-estados-unidos.html

Os Estados Unidos da América são o país dos carros. Com cerca de 250 milhões de veículos - quase um por habitante - o país inteiro moldou suas cidades de modo a acomodar toda a frota e permitir a boa circulação dos automóveis.

Se você é daqueles que adora passar horas e horas vendo a paisagem mudar lentamente através da janela de um carro, fazer uma "road trip" pelos EUA é definitivamente "A" opção de viagem. Mas se você, como eu, não curte muito esse tipo de programação, mas gosta das diversas opções de turismo que os americanos têm a oferecer, dirigir é um mal necessário.

De todo modo, o que se deve saber para poder dirigir bem nos Estados Unidos? Quais as principais regras de trânsito deles que são diferentes das nossas?

Seguem as dicas abaixo.
  
INTERSTATES
  
Os EUA são muito famosos por suas vastas estradas. As mais famosas são as "interstates", as interestaduais, representadas pela letra "i" adicionada de dois ou três dígitos numéricos.

Normalmente são rodovias de centenas ou milhares de quilômetros de extensão. Cortam estados inteiros, de norte a sul ou de leste a oeste, daí derivando sua nomenclatura I-xx West, I-xx East, I-xx North e assim por diante. A I-95, por exemplo, começa em Miami, Flórida, atravessa 13 estados até acabar em Houlton, Maine, na fronteira com o Canadá.

O mais legal das "interstates" é que são estradas largas de, no mínimo, duas faixas. Quanto mais movimentadas, mais amplas vão ficando, com 3, 4 faixas, até que, ao cruzarem as grandes cidades, chegam a ter entre 7 e 10 faixas em cada sentido. E justo para amenizar os engarrafamentos dentro das cidades, é comum a construção de estradas de "bypass" (ou desvio) que percorrem o entorno de uma região. Um bom exemplo disso é a I-285 que faz o perímetro de Atlanta e liga as interestaduais 75, 85, 20 e a rodovia estadual GA-400:
  
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Uma outra grande vantagem das interestaduais é a presença das "rest areas". São áreas de descanso que existem a cada 30, 40 ou 50 km (depende da movimentação da estrada) com estacionamento, banheiros e diversas máquinas de venda de salgadinhos, refrigerantes e outras bebidas não alcoólicas. Uma prática muito comum é as pessoas pararem os carros para tirarem  um cochilo. Eu mesmo já fiz isso muitas vezes.

Já quanto ao limite de velocidade, aí as "interstates" são (ao menos na nossa humilde opinião) um tanto conservadoras. Nelas, o motorista somente poderá desenvolver até 65, 70 ou 75 milhas por hora (a depender da localização mais urbana ou mais rural da estrada), algo entre 105 e 120 km/h, com exceção do Havaí onde o valor cai para 60 mph. Às vezes, numa pista de 3 ou 4 faixas, com pouco movimento, praticamente em linha reta, essas velocidades podem causar uma certa monotonia. No entanto, se você se encontrar numa rodovia (de várias faixas) e perceber que todos os carros estão trafegando um pouco acima do limite, siga a manada e passe um pouco da velocidade também, caso contrário você poderá ser multado por obstrução de tráfego.

TOLL ROADS

É bastante comum nos Estados Unidos também a existência de estradas com pedágio. O interessante é que em alguns deles, não há cabine com funcionários. O pagamento se faz com moedas, cédulas ou cartão de crédito.

Em outras situações, é costumeiro se parar na cabine para se receber um ticket que só será pago quando você vier a sair da estrada. Isso é muito mais prático, pois evita a paradeira constante para efetuar pagamentos pequenos.

Se seu roteiro inclui alguma "toll road", eu recomendo manter um bolinho de moedas no painel do carro. Os pagamentos normalmente saem entre 25 "cents" e US$ 1,50, exceto no caso dos tickets, onde a conta pode ficar em volta dos dez dólares ou mais.

TRÂNSITO URBANO

Dentro das cidades ou regiões metropolitanas, assim como em português temos as estradas, ruas, avenidas, alamedas, travessas e outras tantas palavras, lá eles utilizam os termos freeways, parkways, streets, drives, roads, boulevards, avenues, lanes etc. Confesso que tirando as streets e lanes, que são vias de trânsito local, com uma ou duas faixas, eu não percebi diferença quanto às outras nomenclaturas. De qualquer modo, se você for atrás de um endereço, lembre-se de prestar atenção a essas palavrinhas com significado parecido, pois não é incomum uma cidade - como é o caso de Atlanta - ter uma Peachtree Road, uma Peachtree Street, uma Peachtree Boulevard e assim por diante.

REGRAS DE TRÂNSITO

As regras de trânsito nos Estados Unidos são bastante parecidas com as aplicadas no Brasil ou em Portugal.

Na maioria dos cruzamentos, o motorista pode virar tanto à direita como à esquerda. Geralmente há uma faixa da pista para quem vai dobrar à esquerda, outra central para se seguir em frente e uma terceira, da direita, para quem vai dobrar nesse sentido. Preste sempre atenção ao que vai fazer mais à frente para permanecer na faixa correta, ou então não reclame se buzinarem para você ou vier uma bela multa no seu cartão de crédito...

Na foto acima, tirada por Candida Beltrão na agradável cidadezinha de Waynesboro, Pensilvânia, vê-se bem, no sentido contrário, a existência da faixa para giro à esquerda, sinalizada com as marcas no chão indicando essa possibilidade.

Mas o que mais nos vai interessar na imagem é a placa que está no canto superior direito, ao lado da indicação "Potomac St": a regra do "no turn on red".

Nos Estados Unidos, mesmo quando o sinal (ou semáforo) estiver vermelho, pode-se dobrar à direita, se o trânsito assim permitir (em outras palavras, se você não for bater em outro carro ou atropelar algum pedestre ao fazer a manobra). A regra, repito, é a de que se PODE DOBRAR À DIREITA NO SINAL VERMELHO. Isso não gerará multa pra você. É a regra deles e é muitíssimo boa. A exceção para isso, ou seja, você não poderá dobrar à direita no sinal vermelho quando houver a placa "no turn on red" (não vire no vermelho), como no caso da foto acima.

A "No Turn On Red" pode vir de forma discreta, como na foto acima, ou em um formato mais espalhafatoso, como essa no centro de Orlando, Flórida:
  
A regra do "No Turn On Red", porém, nada tem a ver com uma outra placa muito comum nas esquinas americanas:



A plaquinha do "Stop Here on Red" (pare aqui no vermelho) indica apenas onde você deverá parar o carro e assim poder visualizar melhor se poderá dobrar à direita ou não.

Ainda sobre regras de giro à esquerda ou à direita, vale ressaltar ainda a existência dessa última mostrada na imagem abaixo:
  
É a regra do "Left Turn Yield on Green". Nesses casos, quando não houver a seta verde para a esquerda, mas apenas a "bola" verde, o giro à esquerda é permitido, desde que não haja trânsito vindo no sentido contrário ou pedestres atravessando a rua.

ÔNIBUS ESCOLARES

Tenha muito cuidado ao avistar ou cruzar com um daqueles ônibus escolares amarelinho. Caso ele pare para alguma criança descer, TODOS os carros ao redor dele também devem parar, até que a criança alcance a calçada com segurança.

CRUZAMENTOS

Nos cruzamentos americanos, vale a regra "quem chega primeiro tem a preferência". É isso mesmo. Não importa se um carro está à direita ou à esquerda. Quem tiver chegado primeiro ao cruzamento, poderá cruzar primeiro. E a regra funciona como um relógio.

OUTRAS OBSERVAÇÕES

É preciso lembrar que, nos EE. UU., utiliza-se o sistema inglês de medidas. Isso significa dizer que nas distâncias não são medidas em metros ou quilômetro, mas sim em pés "feet" ou milhas "miles".

Mas também não é muito difícil conviver com essas diferenças. Basta fazer uma tabelinha mental das placas mais comuns e tudo se resolve. Memorize (medidas aproximadas):
500 feet = 150 metros
1000 feet = 300 metros
1500 feet = 500 metros (de feet para metro, basta dividir por 3)
1 mile = 1,6 km
5 miles = 8 km
10 miles = 16 km (de mile para quilômetro basta multiplicar por 1,6)

Fazendo a memorização, você aprende que o aviso que diz "lane ends 5000 feet" significa que aquela faixa onde se está dirigindo acabará em 1500 metros; ou ainda, o aviso que diz "merge left 1500 feet" informa que a estrada onde se está se fundirá com outra à esquerda em 500 metros.

Basicamente, era isso que tinha pra passar a vocês. Seguindo essas dicas básicas, você não terá qualquer problema em aproveitar os maravilhosos tapetes de asfalto que são as estradas americanas.

E se você tiver mais alguma dica ou lembrança de regra de trânsito deles que seja diferente no Brasil ou em Portugal, deixe seu comentário abaixo.

Abraço!

P.S.: Não deixe de ler o meu post sobre a exigência, ou não, da Carteira de Motorista Internacional (ou Permissão Internacional para Dirigir - PID, como é chamada pelos nossos Detran's), clicando aqui.
  
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por Breno Beltrão, Enviar por e-mail


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